e depois de não ter dado atenção nenhuma a redes sociais, hoje que me debrucei um bocado sobre a questão, é o que me ocorre dizer:
Quando os meus filhos eram pequenos, contava-lhes sempre uma história, com um ensinamento inerente, onde existiam os reis e os príncipes (nós).Continuo a ser a Rainha do meu reino. Uma Rainha apartada do Rei , com uma princesa adolescente, um príncipe pré adolescente, e um reinado com as típicas ervilhas da vida...
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Pós Férias
Quando estou de férias não escrevo. Quer'se dizer, posso escrever uma ou outra (ou muitas) sms, a quem me interessa. Mais nada. Falo pouco ao telemóvel (o que faz com que a bateria excecionalmente, consiga neste período, durar mais do que vinte e quatro horas, mas, afinal, o dito também precisa de férias e descanso).
Enervam-me todas as chamadas de trabalho que tenho de atender, e as pequenas coisas que vou tentando resolver à distancia.
Tirando isto, produzo pouco mais. Cozinho uma ou outra vez, e reservo-me o direito de estar de papo para o ar, agora que os filhos já são crescidos, e já não preciso estar tão atenta, tão embrenhada em arranjar tarefas e brincadeiras, castelos na areia, poças de água, mante-los quietos debaixo de uma sombra.
Consigo sair para a praia, sem me sentir um burro de carga. Um saco apenas, com a minha toalha e a do miúdo, já que a miúda se encarrega do seu próprio saco.
Consigo dar apenas dois ou três berros, quando eles embirram (mesmo) muito um com o outro (crescidos, mas ainda não ao ponto de lidarem na perfeição com a personalidade de cada um).
Consigo descansar, chegando às dez da noite esgotada (que isto, as férias também cansam).
Consigo comer e beber muito. Muito mais do que a conta. Consigo gastar muito em restaurantes, pouco me importando com o que vou pedir, o que vou pagar e apenas pensar nisso quando olho para a conta bancária, já em casa que de férias não vale a pena criar pânicos, e auto mutilar-me pela quantidade de dinheiro que gastei, para se esvair sanita abaixo (melhor: parte, sanita abaixo. a outra parte está cá. transformada no mínimo em três kg a mais. dado ainda não confirmado, para não entrar em depressão ainda mais profunda pelo regresso ao trabalho)
quinta-feira, 31 de julho de 2014
A arte de ser sucinto
Querida Maria Tu
(há já algum tempo que te trato tu cá tu lá, perdoai-me a ousadia,
rainha mal educada, esta), a propósito da tua recomendação abaixo,
Adolescentes, pá! (Tens a certeza que não dá para falarem dia sim dia não? Manda sms que é mais fixola!)
Beijinhos Marianos, Rainha! :)
Beijinhos Marianos, Rainha! :)
a qual muito agradeço, relativamente a este meu desabafo, tenho a dizer-te o seguinte:
SMS,
não funciona. As respostas são curtas, breves, ou nulas. Em género: "então
filhote, está td bem?", horas depois "td". Assim, seco, duas
letrinhas apenas.
Já
tentei outro meio. Vou vendo as poucas fotografias que posta (posta, de postar,
de post, espero estar a fazer o desígnio correto, que isto hoje em dia, corro o
risco de estar constantemente démodé, cota, ultrapassada) no facebook, e clico
em "gosto". Mas eis que, se me insurgiu dentro de mim a ousadia de
comentar uma delas. Foi assim uma vontade, um impulso, mais forte que eu.
E nas poucas chamadas telefónicas que ainda me dá o luxo de atender,
diz-me com voz furiosa "oh mãe, pára lá de te armar em fixe, andas a
comentar as minhas fotos pra quê?".
Ontem,
disse-lhe que tinha visto uma foto dele muito gira, no instagram. "mas tu
agora também tens instagram???" , pois, não tenho. Essa ousadia, vontade,
impulso, ainda não se apoderou da minha pessoa. Vi no da irmã. Mas
confesso que estou tentada a faze-lo. Palpita-me que o
gajo deixou de postar, para passar a instagrar (mais uma vez não sei se o
termo está correto, mas soa-me tão bem assim, que me sinto mesmo fixe), só
porque eu não tenho instagram.
Ainda
não entrei em modo depré, porque amanhã já vou ao encontro dele, e vou-lhe dar
tantos abraços, beijinhos, e amassos, que ele vai ver o fixolas que é (e a
seguir, estou capaz de lhe dar o sermãozito da ordem).
Assim
com'á assim, continuo a pensar (e vai servindo de consolação) que
isto é uma fase da idade, e mais típica nos rapazes. O filho de uma amiga
minha, fez a sua primeira incursão na Praia Grande, com um grupo de amigos,
aqui há dias. A mãe, raladíssima (raladíssima, também é um termo
giro, mesmo típico de minha mãe, o que me tira logo o rótulo
fixolas), implorou-lhe por noticias amiúde. Caso contrário, não o
deixaria ir. Após longa conversação e negociação acerca do assunto, chegaram a
um consenso. E digo-te, nunca vi uma mãe tão feliz por receber de hora a hora,
uma sms com um... ponto final. Percebeste bem? Um singelo : .
(estás
a imaginar o ar dela? Ufa! um ponto final... não foi engolido pelo mar...)
terça-feira, 29 de julho de 2014
Cantar de galo
O meu pinto macho, está de férias noutra capoeira. Uma galinha amiga levou-o para Algarve, a passar férias na companhia dos seus pintos (todos machos, que o meu pinto já andava a desesperar de tanta fêmea à sua volta).
E esta mãe galinha, ficou novamente desasada.
No segundo dia de ausência à noite:
-Então filhote, a mãe já tinha ligado, não atendeste... Não me telefonas, não me dizes nada... (com voz melosa, saudosa, a apetecer agarra-lo e tê-lo de volta ao ninho)
- Atão, mas não falámos ontem? É preciso falarmos todos os dias?
- Se é preciso falarmos todos os dias? Claro que é! (com voz incrédula, estupefacta, ainda na leve espectativa de que ele esteja a reinar comigo)
- Mas há necessidade disso? Não vejo qual é a necessidade disso. A sério que não vejo.
-Ai não vês? Pois olha, eu explico-te a necessidade. Tu és meu filho, tens doze anos, percebes? Ainda não saíste de casa. Estás de férias longe, quero saber de ti, quero e vou falar contigo todos os dias, estamos entendidos? Vê lá se não queres que ponha pernas ao caminho e te vá aí buscar. (com voz zangada, irritada, vontade de lhe dar uns açoites no rabo, caso o tivesse no ninho)
Bolas, que anda uma galinha a criar um pinto para ele achar que já canta de galo ainda antes de se lhe vislumbrar uma crista.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Promessa versus desafio
Há promessas que não consigo cumprir. Ainda..
Talvez lá chegue. Talvez.
Sim, prometo fazer caminhadas todos os dias. Sim, começo por pouco, vou aumentando intensidade, e distancia. Sim, sim, farei. Hoje, pois claro que sim.
Pois, hoje não deu, mas amanhã sim, prometo. Escalar uma montanha daqui a quanto tempo? Ah, pois sim, parece-me coisa fácil, e claro, ainda não foi hoje, mas amanhã mesmo, começo o exercício, em busca dessa boa forma que me vai levar ao cume da montanha.
Pois, ontem não deu, mas hoje, talvez consiga... hã? hoje? agora? já?
ok...
Diga-mos que não foi difícil.
Diga-mos que foi uma caminhada passeio agradável (muito, mesmo. confesso.)
Digo diria "a repetir".
Primeiro pequeno, minúsculo teste, para o grande desafio felizmente ainda sem data marcada.
Carta a uma Uva (passa)
Querida Uva Passa,
Espero que esta missiva a encontre bem de saúde, eu por cá, vou andando com a graça do Senhor.
Depois de ler este seu desabafo confesso que fiquei assim a modos que a sentir alguma comiseração por saber que faz parte daquele grupo de pessoas a quem tenho por hábito denominar de "cabelo de rato", ou de "cabeça de gata lambida" (ao fim de um dia de não lavarem a dita).
E hoje denotei pelo seu comentário aqui que isso é uma coisa que tem aí, assim, como dizer, a modos que mal resolvida...
Não se pode ter tudo, é a única consolação que me ocorre dirigir-lhe neste momento.
Deixe-me dizer-lhe que a minha mãe vive o mesmo drama, e garanto-lhe, a coisa não melhora com os anos. Felizmente, os genes fizeram-nos sair a um pai de farta cabeleira, e tanto eu, como a mana caçula, podemos dizer com orgulho, que temos pêlo na venta (e o da venta, que nem era bem vindo, arrancamo-lo com cera, sem dó nem piedade, uma vez por mês).
Tenho em mim, que isto é mesmo uma cena de genes. Tipo isso. Porque na verdade, os maus tratos têm sido muitos, ao longo dos últimos anos. Desde nuances, madeixas ou o raio (nunca percebi a diferença, mas nunca fiz questão de perceber), desde alisamento chines, japonês, ou o raio, desde pranchadas consecutivas pela manhã, em género, alisas a bem ou a mal, desde espuma com fartura para uns caracóis naturais, e em efeito wild, tudo faço. Agora o que me está mesmo a lixar a mona (na verdadeira aceção da palavra), é mesmo os filhas da puta dos brancos, que decidiram agora aparecer em força. E agora minha amiga, é que a porca torce o rabo. Diga-me lá Cara Uva, entendida nesta matéria : o omo disfarça a coisa? Posso continuar a fazer os leves fios dourados, aqui e ali, ou tenho mesmo de pintar esta trunfa toda, para continuar a parecer uma trintona enxuta, prestes a chegar aos quarenta?
Se houver uma cura milagrosa para este mal que me assola, conte-me tudo. Estou disposta a pagar, nem que para isso tenha de vender um rim. Eles diziam quanto é ofereciam pelo dito?
P.S.- E agora, enquanto escrevia isto, eis que, antes de publicar, vejo o seu mais recente post . Bolas, atão com'é? grisalha, mas inteligente? já não tenho de prescindir do rim?
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Em modo, a ficar velha
Ter uma filha adolescente que já não se contenta em passar parte do período de férias escolares em casa, a brincar às escolas, bonecas, e a ver o canal panda, o canal Disney, e o raio, não é fácil. Não é mesmo.
Todos os dias surgem solicitações, todos os dias surge um novo programa, todos os dias é uma roda viva. Ontem foi o dia do Ocean Spirit, em Santa Cruz. E esta miúda, que é adolescente, mas nem tanto, e que ainda não se desloca sozinha para todo o lado (porque a mãe não deixa), precisa de boleia, ela e as outras amigas adolescentes.
E a mãe acelera o passo no emprego, despacha o serviço de um dia, em meio dia, não almoça, corre para casa, onde estão as adolescentes à espera, assim como a outra mãe motorista castigada , despe a farpela e veste a correr um biquíni e uma roupa semi quente, que isto em Santa Cruz é capaz de estar frescote, e põem-se à estrada.
E as duas mães chegam à praia, acompanhadas de um grupo de miúdas, e depressa se veem sozinhas, porque as miúdas desaparecem num ápice, o serviço de boleia estava metade cumprido. E esta mãe, esfomeada, decide petiscar qualquer coisa, porque se lembra que o estomago colado às costas é fruto de muitas horas sem comer, mas antes que o petisco chegue à mesa emborca três copos de sangria como se não houvesse amanhã. A sangria aconchega o estomago, o petisco colmata o resto, o cérebro começa a balançar. O balanço embala, toalha estendida na areia, diz a mãe que me acompanha no serviço de "táxi", que o resultado foi uma bela sesta, de boca aberta, e alguns ruídos (felizmente que esta mãe é por acaso a minha BFF, felizmente que não encontrei vivalma conhecida, reputação intacta).
Hora de jantar, miúdas regressam, alguém tem de lhes pagar a janta, comem num ápice, desaparecem, e nós, que bem que estamos a ver e ouvir o espetáculo sentadas, o jarro de sangria, olhamos para o relógio, horas suficientes para digerir o álcool.
O resultado foi uma dor incrível no rabo, falta de almofada carnal, diz a amiga, olho para toda a miudagem divertida, olho para o relógio, sei que o despertar no dia seguinte é cedo, tenho de trabalhar, chamo as miúdas que regressam já depois da uma da manhã, olho para elas, giras, frescas que nem uma alface, olham para mim em género ainda é tão cedo, não cedo, sinto-me a ficar velha.
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