Isto acontece quando uma pessoa está ausente por algum tempo, e depois não sabe por onde começar.
As ultimas semanas foram repletas de...como dizer...emoções.
Coisas, que me tiraram o tempo para a escrita, emoções que se sobrepuseram à vontade de escrever, e de partilha. O fim do ano letivo, as boas notas nos exames nacionais do miúdo, as notas da miúda, (acabadas de afixar), e que não sendo tão boas (uma boa, outra razoável) , foram positivas e corresponderam ao esperado.
Um baile de finalistas, a escolha de um vestido, aquele vestido, o ideal, o perfeito, aquele que a fez sentir uma princesa, e que me fez sentir a mãe rainha (babada) orgulhosa.
Uma escapadela de férias, um filho a ficar com o pai, porque um torneio de futebol se sobrepõe à vontade de fazer praia, e eu, uma mãe desasada, a apanhar sol e vento (muito vento), em boa companhia, aquela que é a minha família.
A semana de férias estende-se para mais uns dias, porque o filho regressa, cheio de feridas nas coxas, mas regressa, e com ele o sol sem vento, e aproveitamos o descanso, a areia nos pés, o mar límpido, os petiscos, e a sangria.
E depois regressamos, os adultos sem vontade, os miúdos em nervos. Esperava-os o Optimus Alive. E esta mãe, que vontade tinha de assistir ao festival, limitou-se a fazer de motorista/cozinheira de um grupo de adolescentes, acampados em nossa casa, extasiados com a emoção do melhor festival da vida deles, com o momento alto de terem sido convidadas a subir ao palco.
E esta mãe, que poucas horas dormiu e que muito cozinhou, regressa ao trabalho como se um camião lhe tivesse passado por cima, com a sensação do dever cumprido, mas a evocar ansiosamente, pelo próximo período de férias.





