segunda-feira, 14 de julho de 2014

De regresso

Isto acontece quando uma pessoa está ausente por algum tempo, e depois não sabe por onde começar.
As ultimas semanas foram repletas de...como dizer...emoções.
Coisas, que me tiraram o tempo para a escrita, emoções que se sobrepuseram à vontade de escrever, e de partilha. O fim do ano letivo, as boas notas nos exames nacionais do miúdo, as notas da miúda, (acabadas de afixar), e que não sendo tão boas (uma boa, outra razoável) , foram positivas e corresponderam ao esperado.
Um baile de finalistas, a escolha de um vestido, aquele vestido, o ideal, o perfeito, aquele que a fez sentir uma princesa, e que me fez sentir a mãe rainha (babada) orgulhosa.
Uma escapadela de férias, um filho a ficar com o pai, porque um torneio de futebol se sobrepõe à vontade de fazer praia, e eu, uma mãe desasada, a apanhar sol e vento (muito vento), em boa companhia, aquela que é a minha família.
A semana de férias estende-se para mais uns dias, porque o filho regressa, cheio de feridas nas coxas, mas regressa, e com ele o sol sem vento, e aproveitamos o descanso, a areia nos pés, o mar límpido, os petiscos, e a sangria.
E depois regressamos, os adultos sem vontade, os miúdos em nervos. Esperava-os o Optimus Alive. E esta mãe, que vontade tinha de assistir ao festival, limitou-se a fazer de motorista/cozinheira de um grupo de adolescentes, acampados em nossa casa, extasiados com a emoção do melhor festival da vida deles, com o momento alto de terem sido convidadas a subir ao palco.
E esta mãe, que poucas horas dormiu e que muito cozinhou, regressa ao trabalho como se um camião lhe tivesse passado por cima, com a sensação do dever cumprido, mas a evocar ansiosamente, pelo próximo período de férias.
 
 
 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Adoro a (linda) porca

Linda Porca , a tua legião de fãs não pára de crescer. Ontem fui dar com o meu cão, nestes lindos preparos (e lembrei-me de ti).
Não consegui deixar de partilhar com o (meu pequeno) mundo!
Os louros, esses, são teus!
 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Fundação José Saramago



Porque hoje estive lá...

"sempre chegamos ao sítio onde nos esperam"




O Amor não Tem nada que Ver com a Idade

         "Penso saber que o amor não tem nada que ver com a idade, como acontece com qualquer outro sentimento. Quando se fala de uma época a que se chamaria de descoberta do amor, eu penso que essa é uma maneira redutora de ver as relações entre as pessoas vivas. O que acontece é que há toda uma história nem sempre feliz do amor que faz que seja entendido que o amor numa certa idade seja natural, e que noutra idade extrema poderia ser ridículo. Isso é uma ideia que ofende a disponibilidade de entrega de uma pessoa a outra, que é em que consiste o amor.

Eu não digo isto por ter a minha idade e a relação de amor que vivo. Aprendi que o sentimento do amor não é mais nem menos forte conforme as idades, o amor é uma possibilidade de uma vida inteira, e se acontece, há que recebê-lo. Normalmente, quem tem ideias que não vão neste sentido, e que tendem a menosprezar o amor como factor de realização total e pessoal, são aqueles que não tiveram o privilégio de vivê-lo, aqueles a quem não aconteceu esse mistério."

José Saramago
16/11/1922 - 18/06/2010

terça-feira, 17 de junho de 2014

Os meus sentimentos (pela seleção) III

Enquanto o miúdo via (e jogava) o futebol, deu-se o seguinte monólogo:

-Olha filho, se tu algum dia concretizares esse teu sonho de ser jogador de futebol, tu nunca, mas nunca penses em fazer uma figurinha destas, ouviste bem?

-....

-Nem cabelos esquisitos, nem barbas esquisitas, nem tatuagens, nem cristas, nem cabelos às cores, nem nada destas coisas metro sexuais, azeiteiras, achungalhadas, e o raio. 

-....

-Olha que eu sou mãe para te dar um tareão, e partir-te uma perna, 'tás a ouvir?

-....

-Olha lá o alemães... todos com a cara tão lavadinha...


(quem cala, consente... espero.)

Os meus sentimentos (pela seleção) II

A inauguração da equipa das quinas no mundial, sentida por mim (parte II):

Foi um jogo de futebol in loco. Literalmente.
Senti que o meu filho, jogou mais naqueles noventa (e picos) minutos, que a equipa portuguesa inteira.
Temi por todas as molduras da nossa sala, pelos quadros, pelos móveis, pela própria TV.
Resolvi não reclamar a bola, que cirandava, saltitava, entre os pés daquela criança (pré-adolescente, perdão), e todos os cantos da sala, porque a fúria e os nervos eram evidentes, compreendi (ou tentei) a frustração do miúdo, e deixei o temor de lado.
Verifiquei que no final do jogo, a minha sala estava intacta, o que me deu a sensação de que os pés do meu miúdo foram mais eficazes, que os pés da equipa nacional.