terça-feira, 22 de abril de 2014

Tão longe e tão perto.

 
 
De regresso.
Um bocado amassados, porque isto de querer conhecer tudo em tão pouco tempo, amassa.
De regresso ao trabalho, à escola, ao futebol, à explicação, à correria diária, aos tachos e panelas, ao nosso sofá, à nossa rotina.
De regresso, com o coração cheio, porque para além de conhecermos um pouco de Londres, revimos amigos. Amigos do peito, meus compadres, padrinhos do meu filho, família. Aqueles amigos, que viveram sempre distantes, mesmo antes de emigrarem, mas que vivem perto, no coração. Aqueles, que nos recebem de braços abertos, e de quem me despeço de lágrimas nos olhos. Porque isto de estar longe (mesmo perto, no coração), custa.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Sem forças





 
Esta Rainha e seus príncipes chegaram tão cansados de terras de suas outras majestades, que não há forças nem discernimento para escrever...

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Quem tem uma irmã, tem tudo

 
 
Deixei passar o dia dos irmãos.
Assim como deixei passar o dia do beijo (que pelos vistos foi ontem), assim como tenho deixado passar tantos outros dias, que isto agora (parece) que pegou moda e há dia de tudo e mais alguma coisa. Não escrevo por obrigação, escrevo sobre aquilo que me apetece, e como tal, não vou pôr-me a dissertar sobre o dia disto ou daquilo, só porque o é.
Mas hoje, que já não é o dia dos irmãos, apetece-me escrever sobre a minha.
A minha irmã, que é a caçula (como dizem os brasileiros), que eu vi nascer, e crescer ao meu lado. Esta irmã que a vida (os meus pais) me deu, quando eu era já uma moçoila crescida. Esses quase sete anos que nos distanciam, fizeram com que só muito tarde nos entendêssemos sem discussões, sem pontapés, nem puxões de cabelos, sobre quem arrumava a cozinha, sobre quem fazia a cama, sobre quem tinha desarrumado o quê (em regra os motivos sobre os quais discutíamos com mais frequência).
Esta irmã a quem ofereci o primeiro soutien (embora pouco ainda houvesse para segurar), os primeiros all star da moda, as primeiras levi´s da berra. Esta irmã que me ofereceu apoio quando a minha filha nasceu, que dos meus filhos tratou como se seus fossem, quando eu mais precisei. Esta irmã que já tem o seu filho e que eu sinto que não tenho apoiado como ela me apoiou a mim, embora ela saiba que o amo incondicionalmente como se meu filho fosse.
Esta irmã, que sabe (espero) que estou cá sempre, para o tudo e para o mais que for preciso.
 
Esta irmã, que gentilmente (embora com cara fechada e de poucos amigos) me ficou com o cão, enquanto nós vamos, por aí, cirandar.  Espero sinceramente, que esta irmã não me deserde desta vez. Não me destitua do cargo de irmã, porque a tarefa que lhe deixei não se avizinha pêra doce.

Bicho papão

Os meus filhos nunca foram crianças de (muitos) medos. Ela, foi (e é) completamente descontraída, tão descontraída (e distraída ) que às vezes até passa por ser um bocadinho lerda (tipo, dahh???), embora de lerda, não tenha nada. Ele, de descontraído não tem nada, e ás vezes até acho que se preocupa demasiado com questões que não são próprias da sua idade.
No entanto, nunca tiveram medo do escuro,  nem de monstros imaginários, nem de dormir em casa de amigos, nem de bichos papões ( talvez porque nunca lhes tenhamos incutido certo tipo de medos "se vais para ali, vem um bicho e papão e faz dói dói ao menino...").
Tem no entanto o meu filho, uma carga grande de medos reais. Daqueles medos que eu própria às vezes não sei como lhos dissipar, porque são medos que também eu carrego, muito embora estejam bem arrumados no meu intimo.
Este meu filho, que está a um passo (um mês) de fazer doze anos, e que se preocupa com a crise (essa cabra que veio para ficar sabe-se lá até quando), e por isso a crise se tornou num bicho papão. Este meu filho, que tem medo do cancro, muito embora nunca o tenhamos vivido de perto (felizmente), mas que ele sabe que  existe. Porque a mãe do colega teve, e com ele se foi embora, para sempre. Porque ouve (e está atento) às tantas histórias de pessoas que os têm, e os combatem, com sucesso, ou não.  E por isso o cancro se tornou um bicho papão. Este meu filho que tem medo dos assaltos, porque a mãe já foi assaltada, e não fez disso um segredo, porque os assaltos existem (infelizmente), e porque uns amigos do amigo já foram assaltados, e ele ouve (e está atento), e por isso os assaltos se tornaram um bicho papão. Este meu filho que tem medo da morte, porque já viu partir bisavós, porque já viu partir as suas duas cadelinhas adoradas, e porque sentiu a dor da perda na pele, a morte se tornou o maior dos bichos papões. Este meu filho, que tem medo de andar de avião, porque já se assustou numa viagem, porque ouve (e está atento) às noticias de aviões que caem e desaparecem, e por isso o avião se tornou um bicho papão.
Os bichos papões da vida, que devemos saber enfrentar e superar da melhor forma que nos for possível.
Amanhã teremos esse desafio.
O bicho papão da viagem de avião.
 
 
 

É amanhã, o dia.

 
 
É amanhã. É amanhã o dia.
Desconfio que tirando o facto de termos que levantar o rabo da cama às cinco da manhã, os miúdos, pouco ou nada vão dormir. O fazer as malas hoje (que o miúdo está-se bem a borrifar para essa tarefa, preocupando-se apenas com as eletrónicas e carregadores das mesmas), e a excitação inerente, vão dar azo a uma noite agitada com toda a certeza. E energia precisa-se, para as longas caminhadas que se avizinham, nessa cidade tão cosmopolita, que estamos prestes a conhecer.
Está quase. E é amanhã o dia.   

domingo, 13 de abril de 2014

Das coisas boas da vida

Das coisas boas da vida.
Reencontrar uma pessoa, quase vinte anos depois.
Conversar como se vinte anos não tivessem volvido.
Gostar do reencontro, porque há amizades perdidas no tempo que vale mesmo a pena reencontrar.



sexta-feira, 11 de abril de 2014

Um teimoso nunca teima sozinho

Se há coisa que a minha BFF é, é teimosa. Ela diz que a teimosa sou eu. Já diz o ditado, que um teimoso, nunca teima sozinho. 
Hoje, a falar sobre o calçado mais adequado a levar à viagem que se aproxima, diz ela:

eu devia era levar uns ténis iguais aos que a J. recebeu ontem de presente. uns meireles.

Eu tinha visto os ténis. 
Teimámos com o nome dos ténis. 
Insistimos cada uma na sua teoria, quanto ao nome. 
Acabei por dizer-lhe :

pronto. tens razão. deve ter sido aquele estilista português, muito conhecido que inventou os ténis. O João Meireles. 

Adorava ir à loja com ela, só para a ver  pedir para experimentar uns meireles destes.