domingo, 9 de fevereiro de 2014

O que NUNCA se diz a uma BFF

No seguimento do post anterior, e ainda a propósito da minha BFF.

Em retribuição daquela grande prova de amizade, resolvi perguntar-lhe assim como quem não quer a coisa, quando é que ela ia finalmente começar a tão apregoada dieta. 
Não sei ainda bem se ela entendeu isto como uma prova de amizade.
A verdade é que me presenteou o resto do dia com dois valentes sermões tipo mãe, seguidos de desculpa lá estar-te a dizer isto, mas tu hoje também já me disseste que eu estava mais gorda.

Ensinamento do dia: Podes dizer tudo à tua BFF. As verdadeiras BFF podem dizer tudo uma  à uma outra. Mas nunca, em caso algum, lhe digas que está mais gorda. Esse pensamento, guarda-o para ti. 

Nota: Mesmo que essa BFF seja perita em fazer AQUELA pergunta, (a que eu já tive o privilégio de assistir em diversas ocasiões), e que tu quase que te enfias num buraco, porque não queres acreditar que ela está a fazer AQUELA pergunta outra vez...
-Ah! Está à espera de bebé ?
-Não... (seguido de olhar em modo fuzilamento)



Prova de amizade


Há amigos que tu sabes que são para a vida.
Que até podem não ser de longa data, mas se enraizaram na tua vida, de modo a perceberes que essas raízes são longas e fortes, e vives com a convicção de que nenhum temporal as vais destruir. 
Para a minha filha, são os chamados BFF (best friend forever).

Sabes que tens a melhor BFF do mundo, quando, enquanto tu foste ver o jogo de futebol do teu filho, e a seguir foste buscar a tua filha e as filhas da BFF ao Inglês, ela preparou esta iguaria para todos (acompanhado de arroz de tomate e salada, seguida de um semi-frio de natas fabuloso).


Obrigada BFF pelo almoço de ontem. Não há melhor prova de amizade do que esta. Enfarinhar e fritar todos aqueles jaquinzinhos, não é tarefa fácil! Prova superada! Estás no meu coração! ;)


sábado, 8 de fevereiro de 2014

Vou hibernar. Ai vou, vou.

E logo a seguir com isto.

http://www.euviestevideo.net/pergunta-mais-escandalosa-de-uma-entrevista-feita-canal-benfica-tv/

Pronto. Vou tentar hibernar e voltar lá para a Primavera. Que este frio deve ter congelado a mioleira a muita gente. Antes que me congele a minha.

A melhor forma de começar o fim de semana.

E sabes que continuas a ser sádica, quando acordas naturalmente a um sábado às sete da manhã, não podes fazer barulho porque as tuas crias estão a dormir, e resolves fazer uma breve passagem pelo facebook a ver "as últimas". 
E deparas-te com isto.

Não há direito.

E quando tu tens finalmente a boa notícia que o jogo do teu filho este sábado é ao meio dia. Porque desde que o campeonato começou têm sido sempre às nove, o que implica lá estar às oito, o que implica acordar às sete. O que implica que eu amaldiçoe todos os sábados, os organizadores daquela brincadeira, sádicos d'um raio. 
E quando é finalmente ao meio dia, tu acordas naturalmente às sete. 
E pensas que afinal a sádica és tu.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Rédea curta e o intermédio de ontem


E apesar de eles saberem o quanto eu prezo a minha privacidade PRINCIPALMENTE no que concerne à questão dos sólidos, foi aqui mesmo neste local, que a minha princesa me mostrou o enunciado do teste intermédio de língua portuguesa que fez ontem.
E foi aqui mesmo que li a poesia de Eugénio de Andrade que tinha de ser interpretada no teste:

 Agora as palavras
 
Obedecem-me agora muito menos,
as palavras. A propósito
de nada resmungam, não fazem
caso do que lhes digo,
não respeitam a minha idade.
Provavelmente fartaram-se da rédea,
não me perdoam
a mão rigorosa, a indiferença
pelo fogo-de-artifício.
Eu gosto delas, nunca tive outra
paixão, e elas durante muitos anos
também gostaram de mim: dançavam
à minha roda quando as encontrava.
Com elas fazia o lume,
sustentava os meus dias, mas agora
estão ariscas, escapam-se por entre
as mãos, arreganham os dentes
se tento retê-las. Ou será que
já só procuro as mais encabritadas?

Quis saber como o interpretava eu.
Naquele momento só me ocorreu dizer que se as palavras não obedecem ao poeta, a mim deixam-me de obedecer os intestinos, quando me interrompem a questão.
 
Depois também fiquei a saber que não sabia o significado da palavra rédea.
Rédea curta, é o que ela vai ter, agora que se aproximam os quinze anos a passos largos. Rédea muito curta.
 
 
 
 

Eu devia ter sido praxada!

As praxes.
No outro dia ouvia uma miúda universitária a defender esta bela prática que são as praxes. A melhor maneira de receber os recém chegados. A melhor maneira de os integrar. A melhor maneira de eles perceberem o quão difícil é a vida, e o percurso académico. A melhor maneira... é com praxes.
O rastejar uns quantos metros, até alcançar um copo de água por exemplo, era o simbolizar do esforço que teriam de fazer para terminar o curso.
 
Trabalho desde os dezassete anos.
Fui para a universidade com vinte.
Trabalhava de dia. O dia todo.
Estudava à noite.
Não fui praxada assim como nenhum dos meus colegas.
Na verdade, nem tinhamos tempo para pensar nessas merdas.

Não terminei o curso.
Fiquei-me pelo terceiro ano.
Está explicado. Não fui praxada. Não rastejei em direção a nada.
Não teve a nada a ver com o facto de ter de optar entre o curso e o trabalho, porque tinha acabado de nascer a minha princesa, e com uma bebé recém nascida, era impossível conciliar tudo.
Afinal foi por isto. Este pessoal é que tem razão. Eu devia ter sido praxada e não fui.
 
 
Filhota, tu que lês o meu blog, ignora o palavrão. Sabes que a mãe nunca os verbaliza. Mas esta coisa das praxes tira-me do sério. Por favor, nunca te sujeites a isto. Nem que para isso tenhas que os mandar para um palavrão gigante. Aí, não faz mal.